Burn Notice Season 3
4 de junho é a data que marca o retorno de ‘Burn Notice’ e sua terceira temporada. A série, estrelada por Jeffrey Donovan, Gabrielle Anwar e Bruce Campbell (sim, o Ash de ‘Evil Dead’), conta a história de um agente secreto que é queimado pelo governo - daí o nome da série. Enviado para Miami, ele começa a se recompor e tentar descobrir o motivo de ter sido queimado.
O programa é exibido pelo cabo norte-americano USA. Pouca gente assiste aqui no Brasil, mas ‘Burn Notice’ tem um dos roteiros mais originais da TV estadunidense.
Lina Romay e WIP
Lina Romay, atriz espanhola, é definitivamente musa deste blog.
Nascida no ano de 1954 em Barcelona, dá um banho de sensualidade ao protagonizar diversos exploitations pelos anos 1970 e 1980. A maioria destes filmes foram dirigidos por Jess Franco (sempre ele!), com quem Lina viveu um grande amor por muitos anos (apesar de nunca terem se casado).
Romay e Franco se conheceram no começo dos anos 1970 e ela desde então já apareceu em mais de 100 filmes. A maioria deles, de novo, dirigidos por Jesus Franco, como também é conhecido.
Só para citar alguns clássicos da musa, fico com estes abaixo, filmes em que se Lina passar mais de dez minutos vestida, é muito:
Female Vampire, Ilsa, the Wicked Warden, Barbed Wire Dolls, Daughter of Dracula, Erotic Rites of Frankenstein, French Emanuelle (pasme!), Lovers of Devil’s Island, Diamonds of Kilimandjaro, Perversión en la isla perdida, Lillian - the Perverted Virgin, Erotic Adventures of Robinson Crusoe (que é exatamente o que você está pensando), Women Behind Bars e Mondo cannibale.
Como exploitation, a maioria destes filmes eram WIPs, sigla para “Women In Prison” (vide descrição de minha pessoa no blog). Os WIPs consistem em mulheres brigando, planejando vingança, transando e sendo abusadas sexualmente e psicológicamente dentro de cadeias, geralmente por guardas do sexo feminino.
Achou o gênero marginalizado demais? Pois saiba que uma das maiores musas do gênero é Pam Grier, que sim, um dia já foi gostosa, e fez muito blaxploitation bom, mas hoje está muito acima do peso e paga de lésbica em The L Word. O quesito lesbianismo dos WIPs funciona até hoje como grande fonte de inspiração para grandes filmes de Hollywood como, por exemplo, o recente Chicago, lixo-tóxico vencedor do Oscar de Melhor Filme em 2003.
Os grandes clássicos do WIP são italianos (década de 1970) mas o Brasil não fica atrás e co-produziu (junto com os italianos) um dos maiores clássicos deste sub-gênero: o longa Fêmeas Em Fuga (Women In Fury/Femmine in fuga, 1985) dirigido pelo italiano Michele Massimo Tarantini e protagonizado pela brasileira Suzane Carvalho.
Lina Romay, assim como Franco, continua viva. Seu último filme, Angel of Death 2, que também é conhecido como “Women Behind Bars 4″ (longa história para outra hora), como não poderia deixar de ser, também traz Lina em plena forma, nua, aos 54 anos de idade.
Timecrimes
Um dos grandes filmes do gênero fantástico no ano de 2007 é o pequeno “Timecrimes”. Vencedor de três prêmios internacionais (Melhor Filme no Amsterdam Fantastic Film Festival de 2008, Melhor Filme no Austin Fantastic Fest 2007 e Melhor Filme Segundo o Público no Philadelphia Film Festival de 2008), este filme espanhol começou sua carreira em festivais no dia 20 de setembro de 2007, em Austin, mas alcançou um grande público apenas em dezembro de 2008, com um limited release nos EUA.
Los Cronocrímenes (no original) é o primeiro longa de Nacho Vigalondo, também diretor do curta “7:35 de la mañana” (aka 7:35 in the Morning), vencedor do Oscar de Melhor Curta-Metragem em 2005, entre diversos outros prêmios.

Em “Timecrimes”, um legítimo low-budget, o diretor mostra o que acontece quando Hector, acidentalmente, entra em uma máquina do tempo e volta uma hora no passado. Dar de cara com ele mesmo é apenas um das diversas consequências bizarras que esta viagem insólida causa. O filme é magistralmente estrelado pelo ator Karra Elejalde, pela belíssima Bárbara Goenaga e pelo próprio Nacho Vigalondo, como o jovem responsável por fazer Hector voltar uma hora no tempo.
Filmes que abordam viagens no tempo são sempre um pouco controversos. Lembro-me do que disse Richard Kelly, diretor de “Donnie Darko”, quando um jovem o confrontou em uma mesa redonda no Festival de Sundance em 2001, afirmando que o roteiro do filme possuia diversos furos: “É simplesmente impossível um roteiro que aborda viagem no tempo não possuir furos”. Sendo assim, quando você assistir ao filme, mantenha em mente seu valor como entretenimento e como exercício dos filmes de viagem no tempo.

Abrindo mão de grandes atores, protagonistas atraentes, efeitos especiais e violência ou nudez gratuita - e considerando o plot complexo -, o resultado final entregue é memorável. Desde o começo do filme você sabe o que vai acontecer, mas não entende exatamente como tudo começou ou como tudo terminará. É exatamente aí o grande mérito do Vigalondo - também roteirista: o filme é perfeitamente amarrado - mesmo que algumas pontas tenham dois nós.
Quando se trata de excessos de viagens no tempo, em algum momento, os filmes acabam se perdendo, tornam-se bobos e irreais, o que não é o caso aqui. Você se coloca por diversas vezes na pele de Hector, tamanha veracidade de como tudo se desenrola. Assim como em “Donnie Darko” e outros filmes do sub-gênero, algumas perguntas ficam sim, sem respostas, mas isto não impede que “Timecrimes” tenha um final suficientemente digno de posiciona-lo como um dos pequenos-grandes filmes do ano passado e elevar Nacho Vigalondo a condição de uma das grandes promessas do cinema espanhol.
Para assistir ao trailer do filme, clique aqui. Para baixar um DVDRip do filme com o áudio original em espanhol, clique aqui. Se precisar de legendas sincronizadas, clique aqui.
Ah, claro. Os EUA já compraram os direitos e um remake vem aí. Quem está cotado para estrelar?… Tom Cruise.
“Trick ‘r Treat” (ou: o filme mais esperado de 2006, 2007, 2008 e 2009)
“No Release Date Available”. Odeio ler estas quatro palavras.
Para quem não sabe, sou crítico, historiador, colecionador e, principalmente, fã e entusiasta do cinema de horror. Não me refiro a filmes recentes feitos por grandes estúdios como Dimension, Universal e Lionsgate. Estou falando da história do gênero: do expressionismo alemão aos bons filmes de horror contemporâneos - eles existem - passando por díversos sub-gêneros do horror: giallo, slashers, splatters, zombies, exploitation e seus sub-gêneros, K-Horror, J-Horror, monster movies e por aí vai (você ainda está lendo?).
Os anos 2000, notórios pelos remakes norte-americanos de produções estrangeiras, também destaca-se pelas pequenas pérolas que surgem no gênero. Geralmente são filmes de baixo orçamento, que através de um bom roteiro, fotografia, atuações e direção, buscam chamar atenção de grandes distribuidoras em pequenos festivais de horror que acontecem por todo o mundo.

NÃO é o caso de “Trick ‘r Treat”, produção de horror escrita e dirigida por Michael Dougherty - novato na direção, mas roteirista de “Superman Returns” e “X-Men 2″. Antes mesmo do filme ser exibido e sagrar-se vencedor do prêmio Audience Award do Screamfest Horror Film Festival, realizado todos os anos em Los Angeles, tendo sua programação considerada uma das mais respeitadas de todos os festivais de cinema marginal pelo mundo, a Warner Bros. Pictures já havia comprado os direitos de exibição, divulgação e distribuição do longa de Dougherty.
Quando a Warner comprou os direitos de exibição? Em 2006! Entre no IMDB e você notará que ao lado do filme, o ano de produção consta como 2008. Porém, o filme está pronto desde 2006 e desde então, já teve datas de theatrical release confirmadas e canceladas quase meia dúzia de vezes. O último cancelamento foi no dia 11 de novembro do último ano e deste então, não há mais previsão de lançamento. (Clique aqui e veja um poster do filme com a data de 2007 e aqui um com a data de 2008).
Apesar deste movimento estranho da WB - que alguns julgam ser testes e mais testes de audiência - o filme vai se tornando famoso, sendo exibido em diversos festivais pelo mundo e living up to the hype, apesar de ainda ser inédito nos festivais brasileiros. Graças a um amigo americano, editor de um site de horror, tive acesso a esta pequena, mas graciosa obra. E depois de assistí-la, ficar indiferente sem compartilhar uma opinião, seria uma ofensa.
A cada dez filmes de horror realizados hoje em dia, nenhum se salva. Talvez, a cada 20 filmes de horror, um possa ter seu valor. O gênero é cada vez mais marginalizado em alguns países como o Brasil, mas nos EUA e na Europa, onde ainda tem muita força, coisas boas aparecem. Recentemente tivemos o espanhol “[REC]“ como exemplo, os franceses “Ils”, “Frontière(s)”, “À l’intérieur”, “Martyrs” e os norte-americanos “All the Boys Love Mandy Lane”, “Automaton Transfusion”, “Repo! The Genetic Opera” e o sueco “Let the Right One In”, todos obras-primas e este último considerado por mim como o melhor filme de 2008 - um filme MUITO delicado sobre um garoto que se apaixona por uma menina vampira e vencedor de 18 prêmios - até aqui - pelo mundo.

Sobre “Trick ‘r Treat”. Nos anos 1970, houve uma forte onda de filmes violentos, puxados principalmente por “O Massacre da Serra Elétrica”. Os anos 1980 foram diferentes: houve uma amenização do gênero. Os filmes violentos estavam lá - como a então recém estrada franquia “Sexta Feira 13″ -, mas os filmes que alcançaram maior notoriedade foram os chamados “monster movies”, que apesar do nome, não eram filmes violentos, mas muitas vezes filmes quase familiares sobre casas assustadoras, vizinhos estranhos e cidades macabras.
“Trick ‘r Treat” resgata um pouco deste feeling: apesar de ser um filme assustador e sufocante, sabe amenizar e contrapor cenas de susto com belas e longas sequências em torno da fictícia cidadezinha sem nome. O filme, estrelado por Anna Paquin, se passa na noite do dia 31 de outubro (Halloween) e conta a história de quatro grupos de pessoas, onde cada um deles vive uma situação apavorante, que posteriormente, se unem magistralmente no roteiro de Dougherty.
Aliás, o diretor parece ter criado um mundo próprio para si. Um mundo muito semelhante ao universo criado por Tim Burton em “O Estranho Mundo de Jack”. Eu, que vou cada vez menos ao cinema e assisto cada vez mais filmes em casa, lamento não ter tido a oportunidade de ver este filme em uma tela grande. Em geral, “Trick ‘r Treat” é divertidíssimo. Ao mesmo tempo em que assusta e cria um clima de tensão, é uma celebração ao espírito do Halloween, com dosagens de violência e alívio cômico na medida certa, medida exata para consagrá-lo como não apenas um dos grandes filmes de horror atuais, mas da década.
Assista ao trailer acima, liberte-se de alguns pudores e saiba reconhecer um bom filme, independente de seu gênero. Depois, coloque o nome dele na sua listinha de filmes à conferir. Quem sabe 2009 não é o ano em que “Trick ‘r Treat” verá luz do dia.
Eu insisto: ASSISTA ao trailer.
Damages: Season 2 Teaser - S02E01 - “Stepping Stone”
Promo da season premiere de “Damages”. A segunda temporada estréia no dia 06 de janeiro de 2009:
Para quem nunca viu o programa, publico abaixo, artigo que escrevi a respeito da primeira temporada do seriado:
Damages - I am through with you
Enquanto a series finale de Família Soprano dava seu último suspiro no dia 10 de junho, uma lacuna abria-se na TV a cabo norte-americana. Dava-se alí o início de uma curta corrida pelo próximo grande hit da era de ouro da televisão.
Em um insignificante espaço de tempo, muitas séries tentaram seu lugar ao sol, algumas até com certa arrogância, como quem diria: “Sou favorita mesmo”. Era o caso de John from Cincinnati, criada por David Milch (Deadwood) e que não passou de dez míseros episódios, sendo cancelada por baixa audiência.
No dia 24 de julho do mesmo ano, pouco mais de um mês após o comentado desfeixo de Sopranos, o canal a cabo FX estreava sem muito burbirinho a série Damages, criação de Daniel Zelman, Glenn Kessler e Todd A. Kessler, este último, com bagagem de peso no curriculum: fez parte da equipe dos roteiristas de Sopranos.
Não faz muito tempo, diversos atores de Hollywood menosprezavam veemente scripts de pilotos para séries de televisão que chegavam às suas mãos. Fosse TV aberta ou a cabo. Ninguém queria se sentir preso a um personagem e ter sua carreira ameaçada caso tal personagem o marcasse o suficiente para que fosse lembrado por muitos anos como “o ator que fazia o fulano”. Pobre Duchovny.
O mercado evoluiu, a era digital se expande a cada piscar de olhos, os downloads cresceram, torrents surgiram, a bandwidth cresce todos os dias, os roteiristas de cinema migraram para a televisão, o cinema norte-americano enfraqueceu, os grandes atores mudaram de idéia. De repente, fazer televisão, principalmente cabo, se tornou uma boa alternativa perante os bons e escassos papeis que surgem no cinema atualmente.
Como a demanda de séries a cabo costuma não ultrapassar 13 episódios por temporada (diferente da TV aberta que gira em torno de 22 episódios), protagonizar séries de canais como HBO, Showtime, FX, entre outros, se tornou lugar comum. Ao lado das vendas de DVDs, a indústria televisiva cresce significa e diariamente (que digam os roteiristas!), e a chamada era de ouro da televisão norte-americana, enfim, explodiu.
Hugh Laurie (House), Mandy Patinkin (Dead Like Me; ex-Criminal Minds), Alec Baldwin (30 Rock), Forest Whitaker (The Shield), Joe Mantegna (Criminal Minds), Jason Lee (My Name Is Earl), Donald Sutherland (Dirty Sexy Money), James Woods (Shark), Patricia Arquette (Medium) e David Duchovny (Californication) são alguns exemplos de atores que renegaram a televisão por anos, apenas para se curvarem perante a mesma algum tempo depois.
Outro grande exemplo é a premiada e renomada atriz Glenn Close (do filme Coisas Que Você Pode Dizer Só de Olhar Para Ela) que após uma participação de um episódio nas premiadas séries Will & Grace e The West Wing - 2002 e 2004, respectivamente -, fez juras públicas de ódio à televisão, prometendo jamais voltar.
Close não só voltou, mas decidiu ficar. Em 2005 a atriz foi convidada pelo canal a cabo FX para participar do (melhor) drama policial (da história da televisão) The Shield, vencedora de Emmys e Globos de Ouro de melhor série, e que mostra o dia a dia de um policial corrupto (Michael Chiklis) que chefia uma tropa de choque nas ruas de Los Angeles. A atriz interpretaria a capitã do distrito policial, Monica Rawling. Close aceitou e participou de toda a quarta temporada - 13 episódios.
The Shield viria a ser renovada para uma quinta temporada (atualmente a série está em hiatus com seis temporadas exibidas), mas Close resolveu pular do barco e abandonou a série para fazer não mais que dois ou três papéis secundários em filmes de Hollywood.
Veja bem, a crise criativa de Hollywood tem afetado principalmente as atrizes, que nos últimos anos encontram dificuldades em achar bons papeis. Mas dentro das atrizes, quem mais sofreu, foram as veteranas, cada vez mais deixadas de lado como relíquias em um museu.
No começo de 2007, o FX novamente procurou por Glenn Close. Desta vez, não para participar, mas protagonizar uma produção original do canal, a série Damages. Roteiro do piloto lido, reza a lenda que a atriz não só aceitou, mas empolgou-se com o projeto.
Antes de tentar definir Damages, encaixar a série em algum rótulo ou gênero, é preciso ter certeza, saber do que se está falando. A princípio, se poderia dizer que é uma série de tribunais e advogados como tantas outras, mas logo queimaria sua língua, afinal, em 13 episódios ao longo da primeira temporada, não houve mais de uma cena sequer em um tribunal. Poderia arriscar classificá-la como mais um drama, mas Damages vai além.
Talvez a melhor alcunha para a série seja “thriller-jurídico”, ou seja, série de drama com muito suspense que aborda o cotidiano de uma firma de advocacia. Damages segue a vida turbulenta de Patty Hewes (Close), uma litigante temida, odiada e admirada de Nova York e sua nova protegida, Ellen Parsons (Rose Byrne). Mal sabem as duas que após Patty escolher Ellen como sua nova associada em sua firma Hewes & Associates, suas vidas nunca mais seriam as mesmas.
Ellen, recém-noiva de seu namorado David Connor (Noah Bean), fica extasiada com a oportunidade de trabalhar para Patty e seu associado e braço direito Tom Shayes (Tate Donovan, ex-The O.C., em brilhante desempenho). Mas logo se da conta de que o preço do sucesso pode ser muito maior do que estaria disposta a pagar.
Atualmente, o foco de atenção da “Hewes & Associates” é um processo contra o bilionário Arthur Frobisher (magistralmente interpretado pelo veterano Ted Danson), que é acusado de ter sugerido a cerca de cinco mil de seus funcionários que comprassem ações de sua empresa um dia antes da mesma vir a falência sob o conhecimento de Frobisher, enquanto o mesmo vendia todas suas ações lucrando milhões de dólares e deixando cinco mil famílias sem um tostão.
O grande lucky charm da série, que a difere de outros dramas atualmente no ar, é a clássica estratégia dos roteiristas de jogar um mistério maior, um que se resolverá ao longo da temporada e não de alguns episódios. No caso, o piloto da série abre com a própria Ellen Parsons saindo ensangüentada de um elevador e correndo apavorada pelas ruas vestindo apenas um sobretudo.
Em um flashback, vê-se Ellen sendo atacada por um sujeito em um apartamento. Logo depois Ellen está em seu apartamento e vemos seu noivo morto, jogado na banheira. Ellen agora está presa, acusada de assassinato, acusada de matar seu próprio noivo. Sua chefe, Patty Hewes, está desaparecida e ninguém consegue encontrá-la, e todas as evidência na cena do crime, apontam para Ellen.
Estes eventos correspondem ao tempo presente. E a série volta então, em todos os episódios, ao passado, para mostrar o que aconteceu nos últimos seis meses de vida de Ellen Parsons, ou seja, mostrar passo a passo os eventos que levariam o seu encarceramento. Conforme os episódios vão ao ar, estes seis meses vão diminuindo, e quanto mais respostas se desvelam, mais perguntas surgem. Os roteiros de Damages são amarrados a um nível que a série não poderia mais ser chamada de entretenimento, tamanha angustia e aflição que seus acontecimentos transmitem.
A primeira temporada terminou no dia 23 de outubro de 2007, após 13 episódios e seu futuro era incerto devido a baixa audiência - fator normal se tratando de uma série nova em um canal a cabo. Porém, superando as expectativas e alegrando a mídia especializada que caiu de amores por Glenn Close e companhia, o FX renovou a série não para uma, mas duas temporadas, garantindo a exibição da mesma até o ano de 2009.
Damages, indicada a quatro Golden Globes 2008 e vencedora na categoria Melhor Atriz, não deve ser encarada como um passatempo, mas como postulante a grande “cable-hit” da TV estadunidense. É televisão de pessoas inteligentes, para pessoas inteligentes.
Em outra época, tamanha a qualidade da produção, direção, roteiros, fotografia, cast, diríamos que a série mais parece um filme. Atualmente, Damages mais parece o que há de melhor no cabo norte-americano. Parece Damages.
As Séries Mais Esperadas do Ano de 2022
2022 tem sido um ano interessante. Não bastassem acontecimentos históricos em âmbito social, educacional, econômico e político – como a recente eleição de Soninha Francina à presidência de república -, faz-se também necessário um olhar mais detalhado ao campo cultural, mais precisamente ao universo referente aos seriados de TV.
Vai ao ar esta semana no primetime da NBC a trigésima segunda e última temporada da série de drama ficcional mais duradoura da história da TV: “Law & Order” – somando um total de 687 episódios. É esperada uma audiência histórica para a series finale, considerando que o penúltimo episódio, exibido semana passada, foi o episódio mais assistido dos anos 2010 alcançando uma audiência recorde de dois milhões de espectadores.
Coincidentemente, no dia seguinte, na terça feira, mesmo horário, mesmo bat-canal (lembram dessa?) é a vez de “Law & Order” dar luz para seu sétimo spin-off: “Law & Order: Terrorism Alert”, drama estrelado por Penn Badgley e sucessora de “Law & Order”, “Law & Order: Special Victims Unit”, “Law & Order: Criminal Intent”, “Law & Order: Trial By Jury”, “Law & Order: Victim/Witness Program” e “Law & Order: The Pedophile Files”. Badgley ficou famoso nos anos 2000 por dar vida ao personagem Dan Humphrey na série Gossip Girl. Porém, após o término da quarta temporada do programa teen, ainda em 2010, o ator abandonou a série para dedicar sua carreira ao cinema, e cá entre nós, já sabemos como tudo isso termina (Velozes e Furiosos 9, Alien & Predador Vs. Indiana Jones 2, O Filho do Homem de Ferro 3).
Por sinal, 2010 foi o mesmo ano da falência da emissora CW, gerando o cancelamento de todos os seus programas, incluindo “Smallville”, “Supernatural”, “One Tree Hill”, “Gossip Girl” e da recém estreada “Rory”, continuação de “Gilmore Girls” que narrava a vida adulta de Rory ao lado de seu novo amor – Paris Geller -, vivendo loucamente em L.A..
Enquanto isto, a quarta-feira promete ser épica para a FOX: Kieran Culkin e Emma Watson estrelam o remake mais aguardado da história da TV: “X Files: The New Files”. Criada por Joss Whedon em parceria com Chris Carter, a série promete ser uma mistura de refilmagem e prelúdio de “Arquivo X”. O episódio piloto vazado na Internet semana passada, agradou aos críticos, que em sua maioria, disseram ser uma obra fiel a sua progenitora. O mesmo não pode ser dito em relações aos fãs, que olham desconfiados para a parceria Whedon-Carter, visto que nos anos 1990, estas séries possuíam um público distinto.
Apesar da euforia da crítica, todo cuidado é pouco se olharmos um para trás e lembrarmos de “Dawn, The Vampire Slayer”, remake de Buffy criado por Whedon após o fracasso de “Dollhouse”, série da longínqua 2009, estrelada por Elisha Dushku. Vale ressaltar que os protagonistas do novo “Arquivo X” possuem um ponto em comum: ambos alcançaram à fama na infância/adolescência e ambos gastaram rios de dinheiros com drogas, sendo internados na mesma famigerada clínica de reabilitação onde, em 2010, Amy Winehouse cometeu suicido cortando os pulsos (sério, será que algum dia nós saberemos da onde veio aquela faca?).
A quinta-feira deve passar batida, pois além do retorno de “AJ Soprano” e sua quarta temporada no AMC, temos apenas o retorno de “Two And a Half Women” na CBS, série estrelada por Claire Danes, Mischa Barton e Suri Cruise.
A sexta-feira dá as caras e a semana vai chegando ao fim comprovando a tendência iniciada no final dos anos 2000: remakes. Desta vez, o chamado “JJ Abrams HUGE comeback”, ou, o remake de “Twin Peaks”, criado por Abrams, criador de “Felicity”, “Alias”, “Lost”, “Fringe” e “Wicked”, o HUGE fracasso de sua carreira. Após o cancelamento de “Wicked”, Abrams entrou em uma grande depressão, foi diagnosticado esquizofrênico e se exilou em uma ilha no Havaí, jurando se chamar Jack Shepard. Agora, recuperado, volta ao trabalho no remake da série clássica criada por David Lynch e Marc Frost. A produção, claro, é do AMC.
Na semana que vem falaremos dos números que estas séries atingiram, pois certamente será uma semana de quebra de recordes nos anos 2010. A semana que vem também marca o aniversário fatídico de cinco anos daquela coletiva da HBO sobre a retirada do canal do mercado de seriados para focar exclusivamente na produção de filmes made-for-tv.
Dexter S03E01
Vazou há poucas horas o pre-air da season premiere da season 3 de Dexter. Eu mesmo não faço questão de baixar, considerando que uma outra versão irá ao ar em poucos dias, já que terceira temporada da série estréia ainda este mês, no dia 28/09.
Maaaas, quem estiver a fim de dar uma olhada nesta versão não finalizada do episódio “Our Father”, ta aqui o link!
Lembrando que esta não é a primeira vez que episódio(s) de “Dexter” vazam na Internet. Antes da estréia da season 2, os dois primeiros episódios vazaram na Internet. Porém, diferente do que se imagina, estes vazamentos, são propositais e feitos pelo próprio Showtime, canal que exibe “Dexter” na TV a cabo norte-americano. A tática deu certo ano passado e a audiência cresceu. Então, por que não repeti-la?
Eu mesmo, apesar de me segurar, não vejo a hora de botar os olhos na Deb. Deliciosa.
6 Films to Keep You Awake
Sextologia espanhola made-for-tv encabeça pelos diretores em maior evidência do gênero no país. Recomendo.
The Baby’s Room (La habitación del hijo)
Dirigido por Álex de la Iglesia
Blame (La culpa)
Dirigido por Narciso Ibáñez Serrador (a.k.a. Chicho Ibáñez-Serrador)
Xmas Tale (Cuento de Navidad)
Dirigido por Paco Plaza (a.k.a. Francisco Plaza)
A Real Friend (Adivina quién soy)
Dirigido por Enrique Urbizu
Spectre (Regreso a Moira)
Dirigido por Mateo Gil
To Let (Para entrar a vivir)
Dirigido por Jaume Balagueró










