O colorido de pegada multicultural que desfilou no verão de Giulia Borges deu lugar a uma estética mais neutra nesse inverno pautado pela dualidade do preto e branco que construíram muitas das peças da marca. Focada na sobreposição de peças com materiais contrastantes, a marca trabalho o universo nas bonecas sem cair no literal.
Menos literalidades e mais feminilidade. O mote foi preciso para que Giulia pudesse pontuar seu inverno com ótimos momentos de sobreposoções devestidos com shapes retirados das camisolas. Estas faziam contraponto entre o banco da transparência com o fluo das peças que vinham por baixo. Em um outro momento a adição de cores aconteceu em peças inteiras em laranja e amarelo cítricos que somavam inúmeros materiais com aspectos artesanais em rendas e uma espécie de tela quadriculada. Esse efeito também adere volume a mangas de vestidos e macacões numa espécie de rufo deslocado para os ombros. A feminilidade caminha lado a lado com uma estética rocker que a marca soube domar com mãos precisas. Na alfaiataria o tweed constrói a maioria dos paletós e casaquetos desse inverno. É interessante também o trabalho entre um babado e outro onde a estilista aplica bordados de cristais quase sutis assim como os looks onde a camisaria é apresentada em conjunto com colares em resina usados logo abaixo da gola numa espécie de efeito especial. Simpático e focado em camadas, o inverno de Giulia Borges teve de tudo para agradar sua clientela.





Comentários