Renata Salles e Marcela Calmon promoveram em seu inverno um encontro entre o Japão e a África. Um tiro que além de sair pela culatra mostra, nitidamente, que a Filhas de Gaia poderia ter desempenhado melhores resultados com um tema tão prolífico.
As formas longas – que conferem 90% da coleção – são duvidosas. Ainda mais quando as peças são estampadas com padrão de pele de zebra em uma alusão insossa à África, por exemplo. O color blocking em azul e roxo não ganhou força com formas esvoaçantes de vestidos longos ou com caudas quadradas. E as tonalidades tinham tudo para dar certo. Meio embolado, o desfile acontece com peças que não chamam a atenção salvo suas formas fluidas e desastrosas. Luz no fim do túnel, o macacão preto de seda com shape japonista e o vestido branco estampado por uma cobra em imagem maximizada sintetizam os melhores acertos da marca.





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