Foi sobretudo interessante o olhar de Camila Bastos sobre a outra faceta mais cotidiana e menos fantasiosa do Rio de Janeiro. Acredito que sem querer a marca se posicionou sobre um novo viés, o que causou um pouco de estranheza.
Esse sentimento logo se dilui quando desfilam looks que são o forte da marca em vestidos curtinhos de seda estampada e shorts com abas e zíperes um pouco exagerados. As estampas chamam menos a atenção nessa temporada sobretudo as colagens de paisagens que emprestaram um ar sombrio demais aos looks. Vale excetuar o trabalho de seda estampada com banho de brilho dourado, acendeu a coleção e fez um ótimo par com a camisa em couro dourado e zíper traseiro. O couro vem em em camisas estruturadas que não caracterizam uma novidade e o veludo “morreu na praia” em peças com patchwork e shape duvidoso. Em outras circunstâncias vale lembrar a unção de plumas com correntes douradas, o prolongamento da parte posterior de vestidos formando uma espécie de mini cauda e o trabalho de recorte em seda que formavam padrões inspirados pelo Art Déco carioca.





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