03 ago 2011

Diário de Bordo #04 – Gema no Japão: Terremoto + Odaíba + Tokyu Hands

por José Camarano

O quarto dia em Tokyo começou literlmente tremendo. Fui acordado às 3:45 da madrugada de sábado para domingo com um pequenho rangido na estrutura da minha cama. Um nheco nheco dígno de sexo. Pensei: tem alguma coisa acontecendo? Meio sonho… Mas era totalmente real: o rangido da cama era um balançar do vai e vem de um terremoto que acontecia naquele monento em Fukushima, à 200 km de Tokyo. Pegamos o reflexo de 3 graus, o que dizem não ser nada  demais. Os japoneses já estão acostumados, mas eu não. Um predio balançar pra mim é sinônimo de teto caindo… medo. Mas acabou rapidinho e logo voltei a dormir. Acordei sem saber se tinha sido um sonho ou não. Até abrir o lap e ver as notícias do dia.

Mas vamos ao que interessa: começamos o dia com um passeio de monorail pela ilha artificial de Odaíba. A ilha é um centro de diversões, cheias de parques temáticos como o Sega Joypolis, a roda gigante Pallette City e prédios futuristas como o da Fuji TV. É uma boa opção para quem quer sair de Tokyo, sem sair…

Na foto, a ponte que liga Odaíba à Tokyo. Quem me acompanha no Instagram já viu essa foto. Aliás meu insta está rechado de infos daqui. Já foram mais de 200 posts, dá pra crer? O ritmo é nonstop! Quem quiser ver mais, é só clicar aqui!

 

Após o passeio na ilha, fomos direto para Shibuya, meu bairro preferido. Uma chuvinha leve caia… Como japonês que é japonês está preparado pra tudo, foi só aumentar um pouco a chuva que imediatamente TODAS as pessoas da rua sacaram seus guarda chuvas e abriram ao mesmo tempo… Parecia até flash mob! O modelo que está bombando no monento é este daí, transparente. À noite, com as luzes dos neons acesas, o chão molhado, fumaça e esse guarda chuva você pode se considerar dentro de uma cena do filme Blade Runner…

 

Shibuya tem as construções mais esquizofrênicas que eu já vi na vida, e eu amo essa confusão… Alguém explica?

Chegamos então na Opening Ceremony (multimarcas babadeira) animadíssimos com a loja, mas não achei que bata a de NCY. Apesar de menor (apenas dois andares, contra os 6 de Tokyo), acho a compra da loja de lá mais concentrada e bem editada…

Vimos as novas coleções de Alexander Wang (a melhor da loja inteira), Jeremy Scott, Chloé Seviny para OC, Acme (também salvou) e House of Holland (aliás, Henry Holland devia voltar à fazer camisetas)…

 

A arquitetura e decoração interna são o ponto alto da Opening de Tokyo. Curti os sofás “rosca” e “pizza” do terceiro piso.

 

Depois disso caímos na minha loja predileta all around the wolrd: a Tokyu Hands. Lá você encontra de tudo, tudo, tudo, tudo o que você precisa e não precisa. Cama mesa e banho, arts & decoratifs, papelaria, brinquedos, eletrônicos, farmácia, jardinagem, bizarrices e tudo em grandes quantidades e variedades. A coisa é louca. Quer ver só? Vamos por partes:

 

Você gosta de adesivos? Stickers? Então toma!

Ah, você só quer do smile? Então toma MAIS.

Ou você quer carimbos fofinhos? Olha a quantidade!!!

 

Da serie bizarrismos, fantasia de iPhone para o Halloween. Quem vai querer?

 

Foi de lá que saiu minha mascara do Ben 10, que eu amo. E essa exótica capinha pra iPhone que transforma seu lindo aparelho num singelo tijolão, afinal tudo volta nessa vida! Quem diria… rs…

 

Mas quem também voltou para ficar foi a máquina Polaroid, que ganhou versão comemorativa e nova remessa de filmes. Com tantos efeitinhos de polaroid no iPhone dá até vontade de usar a câmera de verdade de novo… Sintam-se a vontade…

 

Grande lançamento da temporada, a roupa para trabalhadores com mini ar condicionado embutido bomba de vender… Eu queria pra vida…

Imagina só? Nesse Rio de Janeiro dus infernos, até que uma roupa dessa me cairia bem no verão.

 

Ficamos tontos dentro da loja e o tempo voou. Quando saímos da Tokyu Hands a noite já tinha caído. Não é lindo isso? Meio Las Vegas, meio caótica, só que super organizada…

 

Pra ir embora, nada mais legal que se jogar num taxi antiguinho como esse, bem takki, old school e lustradissímo! Sabia aqui a mão é inglesa e todos os carros abrem e fecham suas portas automaticamente? So please: “you can look but do not touch”…

 

E amanhã tem mais!

Beijo nervoso.

 

 

 

 

 

 

 

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Comentários

  1. Andrea Leblon disse:

    José as fotos estão ótimas.
    O predio é bizarro,mucho loko.
    A fantasia de IPhone é TUDO.

    bjs

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